6.15.2010

15/06/2010 Arnaldo Faria de Sá se Manifesta sobre o Aumento dos Aposentados

Brasília - Foi sancionada hoje, pelo Presidente Lula, a MP 475, que trata de reajuste de 7,72% aos aposentados e pensionistas, reajuste esse retroativo a janeiro 2010, para os bnenefícios acima do Salário mínimo. Entretanto, o Presidente Lula, vetou emenda aprovada na Câmara e no Senado que acabava com o Fator Previdenciário. Em discurso realizado hoje, no Plenário da Casa, em Sessão Extraordinária, Arnaldo Faria de Sá lamentou o veto ao fim do fator previdenciário, momento em que conclamou da Tribuna para que o Veto presidencial seja derrubado em Sessão do Congresso Nacional o mais rápido possível. Arnaldo Faria de Sá lembrou ainda o PL 3299/08, que extingue o Fator Previdenciário, pronto para ser apreciado pelo Plenário da Câmara. Finalizando, disse "Bom para o 7.72; ruim o veto do fim do fator."

-Abaixo íntegra do discurso do parlamentar paulista:
O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Magalhães Neto) - Com a palavra o Deputado Arnaldo Faria de Sá.
O SR. ARNALDO FARIA DE SÁ (PTB-SP. Pela ordem. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, depois de várias idas e vindas, em que alguns Ministros da área econômica teriam sugerido ao Presidente Lula para vetar o aumento de 7,72% dos aposentados, criou-se uma ampla expectativa para que, politicamente, o Presidente Lula pudesse aparecer faturando esse anúncio de que iria sancionar os 7,72% dos aposentados. E também terão direito ao reajuste retroativo a janeiro deste ano a diferença entre 6.14 e o 7.72.  Quero lamentar que tenha sido vetado o fim do fator previdenciário. Mas vamos continuar lutando para poder conseguir resolver essa questão no âmbito do Congresso Nacional, discutir com o Presidente Sarney, a fim de que possamos colocar esse veto em votação o mais rapidamente possível, e também uma outra proposta que estamos lutando muito que é o 3299, para acabar de vez com esse maldito fator previdenciário. Bom para o 7.72; ruim o veto do fim do fator.

15/06/2010 Lula Sanciona Aumento dos Aposentados e Veta Fim do Fator Previdenciário

Do G1, em Brasília e em São Paulo
Brasília - o Presidente Lula assinou hoje a MP 475, que trata do reajuste dos aposentados e pensionistas em 7.72% (sete, setenta e dois por cento),  O aumento de 7,72% para quem ganha mais de um salário mínimo, aprovado nesta terça-feira (15) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começa a ser pago em agosto, segundo informou o Ministério da Previdência Social em nota. Cerca de 8,3 milhões de beneficiários receberão o aumento, conforme o governo.
Segundo o ministério, o valor será processado na folha de pagamento de julho para que os aposentados e pensionistas possam receber mais a partir de agosto.
A aprovação do aumento de 7,72% pelo presidente contraria as recomendações da equipe econômica do governo. Os ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento, haviam afirmado que as contas do governo não suportavam reajuste maior do que 6,14%.
O aumento, segundo o Ministério da Previdência, será retroativo a janeiro. Naquele mês, os beneficiários começaram a receber com reajuste de 6,14%. O reajuste de 7,72% representará uma despesa adicional de R$ 1,6 bilhão de reais em 2010, conforme o ministério.
A diferença entre o que os beneficiários já receberam e o percentual aprovado por Lula nesta terça também pode ser pago no mês de agosto, mas ainda não há confirmação. "O retroativo a janeiro também poderá ser pago na mesma folha (agosto), dependendo da disponibilidade de recursos", afirmou o ministério em nota.
O fim do fator previdenciário, que reduz os gastos da Previdência com aposentadorias, foi vetado, segundo o ministério. Esta terça era a data-limite para a decisão sobre o reajuste e sobre o fator.
De acordo com o ministro Guido Mantega serão necessários cortes no Orçamento para o pagamento das aposentadorias. “Vamos reduzir emendas parlamentares e custeio. Não faremos cortes em investimentos. Vai doer, porque já cortamos R$ 10 bilhões, mas será importante para cumprir as metas de equilíbrio fiscal”, afirmou o ministro.